POR ÁGUA ABAIXO!

Mais um verão e a situação se repete. Ainda me lembro do que aconteceu em SC e no mesmo RJ ano passado. Tragédia anunciada!? Até quando??? Não seria mais viável, econômica e humanisticamente falando, investir na prevenção dos desastres que na reconstrução das áreas? E somente das áreas, pois é óbvio que não se pode recuperar as vidas perdidas, sanar a dor daqueles que perderam parentes e amigos. Lembro-me também que há um ano, quando da tragédia em Angra, Lula anunciou uma verba de aproximadamente 380 milhões de reais para reconstrução e financiamento pessoal, contudo, só 25% foi liberado. Hoje, Dilma também prometeu apoio financeiro, inclusive para obras de prevenção, espero que aconteça. É insuportável ver cidades inteiras e, principalmente, vidas e a dignidade de tantos seres humanos indo por água abaixo, literalmente.  Alguns culpam o excesso de chuvas, lembram que aconteceu algo parecido até nos EUA mas, se esquecem que a poucos dias uma grande enchente aconteceu na Austrália destruindo uma região, mortos: nenhum, um eficiente plano de evasão foi praticado. Outro exemplo é o modo como os Países baixos lidam com o problema de enchentes iminentes: investimento em infra-estrutura! Sem dúvida há muito a fazer. Problemas como a ocupação de áreas de risco, a inexistência de matas ciliares, a falta de áreas de drenagem e tantos outros exigem ações imediatas. É URGENTE QUE NOSSOS IMPOSTOS SE TRANSFORMEM EM INFRA-ESTRUTURA.

Hoje meu beijo no coração é acompanhado de grande lamento,
                                                                                  Um abraço, Bruno.

Comentários

  1. É lamentável mesmo Bruno, Brasil, como sempre, empurrango com a barriga, esperando, literalmente a água bater na bunda pra fazer algo. Ótimo texto

    Caroline Castro

    ResponderExcluir
  2. Valeu pelo elogio e, infelizmente, o problema afeta muito mais os pobres.

    ResponderExcluir
  3. começo a achar que um dia os unicos sobreviventes desse país vão ser os políticos. As areas afetadas no Rio não eram todas pobres, mas convenhamos que são areas de grande risco, locais que deveriam ser proibidos de construção pois é um processo natural o deslizamento de terra, principalmente quando se retira uma parte da mata para construir e com o clima de chuva pesada, não sei. Estou errada quanto a isso professor? Cada vez fico mais confusa nesse assunto.. mas tbm, se o governo não ajuda os pobres a conseguir habitação em um lugar digno, eles se sentem na obrigação de procurar locais de risco.. o pior disso tudo é ter que depender desse governo que nunca fará nada, inveja da Australia, não sabem o governo bom que eles tem, comparado ao nosso, é quase divino..
    Beatriz Pinese.

    ResponderExcluir
  4. Oi Bia. O ideal é que todos possam habitar em locais adequados, mas há uma série de fatores que dificultam isto, entre eles: falta de planejamento urbano e descaso por parte dos órgãos responsáveis. Pior: no final, culpam a chuva.

    ResponderExcluir
  5. Ótimo texto professor, realmente o Brasil ainda deve muito na questão infraestrutura, os 'piscinões' foram totalmente ineficazes, mas mesmo assim o kassab teve a cara de pau de falar que elas salvaram São Paulo.
    E é preciso lembrar que, no rio, esse cenario vem se repetindo nos ultimos 50 anos, algumas vezes mais severamente -como o ocorrido nesse janeiro- e outras que não foram tão divulgadas assim.
    Como sempre a verba para reconstrução e o apoio do exercito esbarram na burocracia que sempre acabam atrasando e, consequentemente, dificultando os trabalhos de resgate.
    Acho que isso só vai acabar quando as pessoas que moram em areas de ocupação irregular forem movidas com ajuda da maquina publica, e para a infraestrutura, o caminho ainda é longo.

    ResponderExcluir
  6. Fico orgulhoso por ver o conteúdo e a criticidade dos comentários. Um abraço.

    ResponderExcluir

Postar um comentário

Obrigado por sua interação! Pensar sempre!