Geopolítica - O que é o Hamas?

Segundo o dicionàrio árabe-português Hamas é um acrônimo da frase árabe حركة حركة المقاومة الاسلامية (Harakat al-Muqāwama al-Islāmiyya), que significa "Movimento de Resistência Islâmico". Em árabe a palavra Hamās (حماس) se traduz aproximadamente como entusiasmo, ardor, calor. O Hamas se define como um movimento de resistência palestino, cujos princípios se baseiam  no Corão. Seu programa político tem como ponto fundamental a instauração de um Estado palestino abrangendo toda a Palestina histórica. O Hamas não reconhece o Estado de Israel, e a este se refere como "entidade sionista". Nesse aspecto, opõe-se ao Fatah, que é um grupo mais antigo, fundado por Yasser Arafat e que defenede atualmente a conciliação entre palestinos e israelenses. 
Como partido político, O Hamas liderou dois governos sucessivos da Autoridade Palestina. Seus representantes têm afirmado o interesse em  resolver as divergências com  o Fatah, e têm  buscado o reconhecimento internacional da organização, como interlocutor qualificado e legítimo representante dos interesses do povo palestino, embora, até então, o Hamas não reconheça o Estado de Israel. O movimento criou uma vasta rede de assistência social na Cisjordânia e na Faixa de Gaza e ganhou popularidade na sociedade palestina ao estabelecer hospitais, escolas, bibliotecas e outros serviços nos territórios palestinos. Porém, em dezembro de 2008, o Hamas teve sua rede de assistência social e educacional na Faixa de Gaza destruída por Israel. Ainda em.1988 o Hamas aprovou um Estatuto, que é até hoje o documento ideológico básico dessa organização islâmica radical. Nele se lê sobre os objetivos do Hamas:
“O Movimento de Resistência Islâmica é um movimento palestino distinto, que é leal a Alá, adota o Islã como modo de vida e se dedica a levantar a bandeira de Alá sobre cada centímetro da Palestina”. (Artigo 6). Já no preâmbulo se lê: “Israel existirá e continuará existindo até que o Islã o faça desaparecer, como fez desaparecer a todos aqueles que existiram anteriormente a ele”. A seguir, o Artigo 15 conclama à guerra santa: “No dia em que o inimigo conquista alguma parte da terra muçulmana, a jihad (guerra santa) passa a ser uma obrigação de cada muçulmano. Diante da ocupação da Palestina pelos judeus é necessário levantar a bandeira da jihad (guerra santa)”.
A distância ideológica / religiosa entre os grupos envolvidos (Hamas, Fatah e o Estado de Israel) nos induzem a crer e lamentar que há um caminho longo, árduo e vermelho, de sangue, a ser percorrido até uma solução frente a intolerância e a auto-afirmação religiosa presentes nessa região do Oriente médio e que representam apenas uma das inúmeras frentes de conflito existentes
Com lamento, Bruno.

Comentários

Postagens mais visitadas deste blog

Desumanização: a obsolescência programada do amor.

Mulheres!!!