CIÊNCIA INEXATA
Inexato é o amor. Não se calcula. Não há fórmula para obter como resultado o perfil da pessoa a ser amada. Não amamos alguém pelas qualidades que tem. Como escreveu Jabor, se assim fosse, os honestos, os inteligentes, os bem educados e simpáticos teriam uma fila de pretendentes. Não existe lógica. Acontece. Ama-se pelo cheiro, pelo mistério, pela paz que o outro lhe dá, ou pelo tormento que provoca. Ama-se pelo tom de voz, pelo modo de se expressar, pela maneira de olhar. O amor é inconveniente, chega, não pede licença, nem autorização, é ditador (única exceção: o amor de Deus). Escrevo isso a todos aqueles que gastam um pouco do seu tempo nesse blog, mas, preciso admitir, há um destino especial. Contudo, em meio a essa inexatidão, acredito que haja uma universalidade: a de sofrer por amar. Creio que a maioria dos que por aqui passam já sofreram, ao menos um pouquinho, por não ser tão correspondido como esperava. Pode até parecer filosofia de boteco, mas acredito muito que, em se tratando de relacionamento amoroso, ninguém perde o que não tem! Nessa direção Carlos Drummond de Andrade escreveu: A cada dia que vivo, mais me convenço de que o desperdício da vida está no amor que não damos, nas forças que não usamos, na prudência egoísta que nada arrisca e que, esquivando-nos do sofrimento, perdemos também a felicidade. Portanto, não se arrependa de ter amado e vamos, inquietamente, em busca de ser feliz, o amor existe para trazer coisas boas e as tristezas devem ser passageiras. O amor cura, liberta, motiva, alegra e transforma. Ah, só para deixar claro, refiro-me ao amor que vê a essência e que ama por amar, não me restrinjo as aparências, ao sexo, ao corpo, falo de plenitude, da busca do que nos completa, no corpo, na alma e no coração. E, por falar em coração,um beijo no seu! Ânimo, tem muita coisa boa para vivermos ainda! Com carinho, Bruno.
Professor, adorei! Muito bom mesmo! Beijos
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