Transitório e Eterno.
Em meio a transitoriedade daquilo
que me cerca, busco algo de eterno ou, no mínimo, duradouro. Porém, se
tudo que é bom realmente dura pouco, quero viver
homeopaticamente. Penso na dor que aflige e some, macrocefálica, chata.
No carinho que chega e, de repente, some. No olhar de amizade, de
carinho, de compreensão, que me anima, me motiva e me faz continuar,
buscando ser melhor, não em relação aos outros, mas em relação a mim
mesmo. Olhar que também some, mas deixa marcas. Alegrias, tristezas,
temores, incertezas ... certeza: tudo transitório. Vislumbro uma
impermanência permanente de quase tudo e nessa busca do que se esvai
encontro alguns instantes a memorar. Freud, ao escrever sobre a
transitoriedade das coisas, afirma: "o valor da transitoriedade é o valor da escassez no tempo." Sendo
assim, cada segundo ganha importância eterna, necessita ser consumido
com voracidade. Nesse caminho, busquemos forças para transformar os
aborrecimentos em instantes insignificantes e as alegrias em frutos
duradouros. Preciso ver mais ... estar mais ... fazer mais ... Ainda que
em meio a dor, busco forças no Eterno. Acredito que nosso grande desafio é fazer de tudo para eternizar pequenas frações de tempo.
E, realmente, acredito que não precisamos mais do que isso para fazer
algumas coisas que nos faltam. Enfim, continuo aqui, estudando,
trabalhando, buscando ser melhor e ajudar no que for possível. Mas,
acima de tudo, continuo certo do incerto, na única certeza daquilo que
é Eterno (Deus) e daquilo que pretendo eternizar, afinal, morrer é
certo, a diferença está no motivo, no viver.
Carpe Diem, Bruno.
professooor! maravilhoso o texto, só tenho a dizer que te admiro muito, é muito bom te ter como professor! fique com Deus. (:
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